O Instituto Butantan, responsável pela fabricação e importação da Coronavac no Brasil, reagiu à determinação da Anvisa de interditar 12 milhões de doses do imunizante envasadas em uma unidade que não foi inspecionada pelas autoridades sanitárias brasileiras.

Por meio de nota, o Butantan afirmou que atestou ele próprio a qualidade das doses recebidas e que foi o Instituto quem comunicou o fato à agência, em nome da transparência. “O Butantan esclarece que a medida da Anvisa não deve causar alarmismo.”

“O Instituto Butantan encaminhou à Anvisa há 15 dias toda a documentação necessária para a certificação do processo de produção em que foram feitas essas doses. Por isso, tem convicção que ela será concedida em breve. Caso necessário, pode complementar a solicitação com mais dados, inclusive da Sinovac, caso a agência julgue necessário”, diz o comunicado.

Segundo o instituto, houve uma mudança em uma das etapas do processo de formulação da vacina, que pode ocorrer no decorrer da fabricação. Os lotes liberados já foram encaminhados ao Ministério da Saúde. Metade das doses que fazem parte do lote de 12 milhões de imunizantes formuladas no site fabril da zona oeste de SP, ainda aguardam a liberação da Anvisa.

O Butantan minimizou os riscos de sanitários alegados pela agência.”A vacina do Butantan é o imunizante mais seguro à disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), por causa da sua plataforma de vírus inativado”, afirma na nota.