O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, causou um tumulto na CPI da Pandemia que levou o presidente da comissão, Omar Aziz, à suspensão dos trabalhos na tarde desta quinta-feira.

Barros, que presta seu depoimento na condição de convidado desde o fim da manhã desta quinta, disse que as ações da CPI dificultam os processos de compra de vacinas pelo governo federal e afastam o interesse de empresas farmacêuticas em fazer negócios com o Brasil. 

A fala ocorreu enquanto Barros respondia a perguntas do relator Renan Calheiros. Ele falava da negociação de doses com o laboratório chinês CanSino por meio de uma empresa intermediária que não prosperou. Ele deu a entender que o motivo teria sido as investigações da comissão.   

“Espero que essa CPI traga resultados positivos para o Brasil. Porque (resultados) negativos já produziu muito. Afastou muitas empresas interessadas em vender vacinas ao Brasil que não se interessam mais”, disse Barros, gerando um alvoroço entre senadores oposicionistas. 

Diante da alteração generalizada, Aziz suspendeu os trabalhos, não sem antes permitir à senadora Simone Tebet de responder ao ataque. “Quando a CPI foi instalada, o país já tinha 400 mil mortes”, bradou ela. 

Aziz avaliará se converte o convite ao deputado em convocação como testemunha. Há pouco, ele informou que a reunião será retomada às 15h.