Dalmi Fernandes Defanti Junior, sendo o fundador da Gráfica Print, elucida que assumir a gestão de uma equipe pela primeira vez costuma parecer simples até o primeiro conflito aparecer, quando decisões óbvias na teoria se tornam complicadas na rotina diária. Grande parte das falhas cometidas nessa fase nasce da tentativa de repetir comportamentos vistos em antigos chefes, sem adaptar nada ao contexto da nova equipe.
Assim sendo, reconhecer esses erros logo no início evita que se transformem em hábitos difíceis de reverter mais adiante, já que padrões de gestão tendem a se cristalizar rapidamente quando ninguém os questiona. Pensando nisso, ao longo deste artigo, abordaremos as falhas mais recorrentes entre gestores estreantes e os caminhos práticos para corrigi-las.
Por que a transição para a gestão costuma pegar o profissional despreparado?
A maioria dos novos gestores chega ao cargo por ter se destacado tecnicamente, não por já saber liderar pessoas. Essa origem cria uma expectativa distorcida: acredita-se que dominar a tarefa basta para conduzir quem a executa. Na prática, gerir envolve negociar prioridades, mediar conflitos e tomar decisões com informações incompletas, algo que nenhuma competência técnica isolada prepara adequadamente.
Fundado nisso, o erro começa quando o gestor tenta continuar fazendo o trabalho técnico da equipe em vez de orientar quem o executa. Segundo Dalmi Fernandes Defanti Junior, essa postura sobrecarrega a rotina, atrasa entregas e sinaliza insegurança diante do novo papel, mesmo quando a intenção original era apenas ajudar o grupo a cumprir prazos apertados.
Quais são os erros mais comuns cometidos nos primeiros meses de gestão?
Alguns comportamentos se repetem com tanta frequência que já podem ser tratados como padrão entre gestores iniciantes. Logo, reconhecer cada um deles ajuda a identificar onde está o ponto de ajuste antes que o desgaste com a equipe se instale de forma definitiva e passe a comprometer resultados maiores. Entre eles, se destacam:
- Microgerenciamento: acompanhar cada detalhe da execução, o que tira autonomia da equipe e reduz a produtividade coletiva ao longo do tempo.
- Ausência de feedback: evitar conversas difíceis por medo de desgaste, permitindo que pequenos erros se acumulem sem correção adequada.
- Favoritismo involuntário: dar mais atenção a quem já tinha proximidade antes da promoção, gerando desconfiança no restante do time.
- Metas confusas: delegar tarefas sem explicar prazos, critérios de qualidade ou prioridades reais do projeto em andamento.

Esses pontos costumam se manifestar juntos, não isoladamente, o que torna ainda mais importante observar o próprio comportamento com honestidade nas primeiras semanas de atuação no novo cargo, antes que se tornem parte da cultura do time.
De que forma a comunicação mal ajustada compromete a gestão da equipe?
Grande parte dos atritos internos não nasce de discordâncias reais, mas de mensagens mal transmitidas. Isto posto, um novo gestor tende a presumir que instruções dadas de forma rápida foram plenamente compreendidas, quando, na verdade, cada membro da equipe interpreta o comando a partir da própria experiência anterior e do contexto que já traz consigo.
A partir da sua experiência, Dalmi Fernandes Defanti Junior retrata que alinhar expectativas de forma explícita, inclusive repetindo o que já parece óbvio, reduz retrabalho e evita a sensação de que a liderança muda de posição sem aviso. Essa clareza inicial constrói a confiança que sustenta decisões mais difíceis no futuro, quando divergências inevitavelmente surgirem entre as partes envolvidas.
Como equilibrar autoridade e proximidade sem perder a credibilidade diante da equipe?
Outro erro recorrente é confundir proximidade com ausência de posicionamento. Gestores iniciantes, temendo parecer autoritários, evitam corrigir condutas ou cobrar prazos, e essa omissão é lida pela equipe como uma falta de critério, e não como uma gentileza por parte de quem lidera.
Ou seja, uma autoridade bem exercida não exige distanciamento, exige coerência entre o que se cobra e o que se pratica diariamente. Um gestor que explica critérios e os aplica igualmente a todos ganha respeito sem precisar impor hierarquia a cada interação cotidiana com o time. Aliás, como frisa o fundador da Gráfica Print, Dalmi Fernandes Defanti Junior, essa coerência também evita que decisões pontuais sejam interpretadas como injustiça, já que a equipe passa a entender a lógica por trás de cada escolha do gestor, mesmo quando ela desagrada no curto prazo.
O que muda quando o gestor aprende com os próprios erros?
Os primeiros meses de gestão não exigem perfeição, exigem disposição para revisar decisões e ajustar rota conforme a equipe responde às escolhas feitas ao longo do tempo. Dentre este prospecto, Dalmi Fernandes Defanti Junior reforça que o gestor que trata cada erro como um dado, e não como um fracasso pessoal, pode transformar o próprio aprendizado em uma vantagem competitiva.
No final das contas, essa postura de revisão constante é o que diferencia gestores que amadurecem rápido daqueles que repetem os mesmos deslizes por anos, sem nunca associar o resultado insatisfatório às próprias escolhas de condução da equipe ao longo da rotina de trabalho.
