SÃO PAULO – Para quem esperava uma virada de ano tranquila, 2021 começou bastante agitado no mercado financeiro, com o caos em Washington, nos Estados Unidos, após a invasão do Capitólio, ao mesmo tempo que os índices em Wall Street e o Ibovespa bateram máximas históricas.

Nos próximos dias, a política americana deve seguir no centro das atenções, mesmo que seu potencial de impacto no mercado esteja reduzido com a confirmação da vitória de Joe Biden, que tomará posse no dia 20 de janeiro.

Notícias de bastidores apontam que parlamentares, tanto democratas quanto republicanos, e integrantes do gabinete de Trump discutem a possibilidade de invocar a 25ª Emenda da Constituição, que permite a remoção do presidente do cargo. Caso isso não aconteça, deputados e senadores também já indicaram o início de um processo de impeachment.

Enquanto isso, o noticiário sobre o coronavírus também é destaque. Apesar de já ter iniciado o processo de vacinação, os EUA voltaram a bater recordes, com mais de 4 mil mortos em apenas 24 horas. Já no Brasil, a notícia de que a CoronaVac tem 78% de eficácia animou a população – e o mercado -, e a expectativa é que a vacinação comece dia 25.

Entre os indicadores, a agenda doméstica será mais tranquila, com o principal destaque ficando para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, na terça-feira (12).

Segundo a equipe de análise do Bradesco, o dado deve seguir pressionado pelas partes de energia e educação. “A despeito dos sinais mais benignos para a inflação no começo deste ano, o dado de dezembro ainda deve refletir a alteração da bandeira tarifária de energia e a antecipação dos reajustes de educação, como vistos no IPCA-15 do período”, avaliam os analistas.

Outro dado importante que deve ser acompanhado de perto pelo mercado é o IGP-10, que sai na sexta-feira (15). Na semana ainda serão conhecidos os resultados de vendas do varejo e de serviços referentes a novembro, que segundo o Bradesco devem apresentar alta e corroborar uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2020.

Agenda internacional

Já no cenário externo, a agenda começa neste domingo à noite (10) quando a China divulga uma bateria de indicadores, com destaque para os números de inflação medidos pelo PPI e CPI.

O primeiro deve recuar 0,8% na comparação anual (ante -1,5% anteriormente), segundo dados compilados pela Refinitiv, enquanto o segundo deve subir 0,1%, contra queda de 0,5% no mês anterior.

Na terça-feira, nos EUA, será apresentado o relatório JOLTS, que mostra os números de abertura de novas vagas de trabalho. Este é um documento bastante acompanhado pelos analistas para entender como está a dinâmica da maior economia do mundo, em especial no cenário de recuperação da crise.

No dia seguinte, à noite, a China divulga os números da sua balança comercial de dezembro, que segundo a equipe do Bradesco deve continuar mostrando uma forte recuperação da segunda maior economia do mundo.

Fechando a semana, nos EUA ainda serão divulgados números de inflação ao consumidor (CPI), com projeção dos analistas de alta de 0,4% na comparação mensal, segundo dados da Refinitiv, ante avanço de 0,2% no período anterior. Já o dado anualizado deve ir de alta de 1,2% para 1,4%.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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