Pelo menos 30 estão aptas para buscar a vacina e transportá-la no estado. Segundo o governador, primeiras dioses serão destinadas a trabalhadores da área da saúde e idosos em asilos. Transportadoras de cargas fazem mutirão para auxiliar distribuição da vacina de Covid-19
Transportadoras de cargas no RS preparam um mutirão para auxiliar a distribuição de vacina contra a Covid-19. Pelo menos 30 empresas já planejam pôr a frota em circulação assim que as doses chegarem ao país.
Segundo o governo do estado, já existem várias empresas com habilitação para transporte de medicamentos termolábeis, que incluem vacinas.
A imunização deve começar entre o fim desse mês e fevereiro, segundo informou o governador Eduardo Leite a um grupo de prefeitos. Depois de garantir que tem 4,5 milhões de seringas e 5 milhões de agulhas, o estado também prepara a estrutura de suprefreezers para armazenar as vacinas.
Segundo Sérgio Gabardo, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), a logística está montada para o caso de necessidade de trazer a vacina de São Paulo.
“Depende a urgência que temos com essa vacina, porque daí podemos colocar dois motoristas, [fazendo] 20 horas, 25 horas de São Paulo até aqui”, afirma.
Uma vez no estado, a distribuição pelos mais diferentes destinos também está garantida. “Itaqui é 500, 600 quilômetros [de distância de Porto Alegre]. É sempre 10, 12, 13 horas de caminhão e depende também se pode ir num veículo pequeno, que aí demora um pouco menos”, avalia.
O presidente salienta que também é possível traçar uma rota para deixar os imunizantes em diferentes cidades no caminho até o destino final.
Governo tem uma lista de empresas autorizadas a transportar vacinas no RS
Reprodução/RBS TV
Condições de armazenamento
As empresas aguardam mais informações para organizar a frota que vai ser usada no transporte da vacina. A estrutura está sendo organizada levando em conta a temperatura de conservação de cada imunizante.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Rio Grande do Sul (Fetransul), Afrânio Kieling, observa que também é preciso levar em conta as condições necessárias para conservação da vacina.
“Naturalmente nós temos que estudar quais as vacinas vão chegar no Rio Grande do Sul pra trabalhar a questão da temperatura. Nós temos vacina que são de 2ºC a 8ºC, temos vacina que são menos 70ºC, essas complicam mais. Mas a Fetransul através de seus sindicatos, já colocou à disposição do governo federal toda a estrutura da logística pros 497 municípios gaúchos”, afirma.
Vacinação
O governador Eduardo Leite informou que o estado já tem uma estrutura pronta para a campanha de vacinação contra a Covid-19.
As primeiras vacinas contra o coronavírus serão destinadas a trabalhadores da área da saúde e para idosos em asilos. Este grupo conta com 972 mil pessoas no Rio Grande do Sul. “Se houver disponibilidade de doses, o Estado pode incluir professores na primeira fase da campanha”, informou a Secretaria Estadual da Saúde ao G1.
A previsão é de receber em torno de 300 mil doses de início. Os primeiros imunizantes esperados foram comprados pelo Ministério da Saúde do laboratório AstraZeneca e vão ser importados da Índia.
Caso essa compra não seja efetivada, o governo gaúcho planeja comprar a vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.
O governo também já identificou 64 superfreezers no estado que tem a capacidade de armazenar vacinas a uma temperatura de setenta graus negativos.
A Universidade Feevale é uma das instituições que ofereceram equipamentos. A UFRGS também.
“Esses ultrafreezers, freezers, de alta capacidade que são capazes de fazer congelamento de até mesmo 80 ºC são máquinas que nós utilizamos praticamente todos os dias em pesquisas justamente para conservar materiais como vírus e moléculas como as que são muitos frágeis, que precisam de um grau de conservação de temperatura muito baixas”, explica o professor da universidade, Fernando Spilki.
VÍDEOS: RBS Notícias
Initial plugin text