SÃO PAULO – Nesta sexta-feira (8), o Instituto Butantan protocolou oficialmente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de uso emergencial da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O pedido à agência brasileira ocorre exatamente um dia após a divulgação dos resultados de eficácia da CoronaVac. Na última quinta-feira (7), o governo de São Paulo anunciou que a eficácia da vacina ficou em 78%. Não houve casos graves (incluindo mortes) e moderados entre os vacinados, segundo o governo paulista.

Com o pedido oficialmente protocolado, começa a valer o prazo de dez dias para a Anvisa analisar e se manifestar sobre a aprovação ou negação da vacina. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar, que conta com especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção. A expectativa, no entanto, é de que a decisão possa ser tomada em menos tempo.

Em nota, a Anvisa confirmou o pedido de uso emergencial protocolado pelo Butantan e disse que já iniciou a triagem dos documentos presentes na solicitação do instituto paulista.

“As primeiras 24h serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório”, explicou a Anvisa.

Em seu perfil oficial na rede social Twitter, João Doria (PSDB), governador de São Paulo, comentou o passo do Butantan rumo à aprovação do seu imunizante. Também fez referencia aos resultados de eficácia apresentados ontem.

CoronaVac: vacinação em SP e em outros estados brasileiros

Na tarde da última quarta-feira (6), o governo paulista detalhou o Plano Estadual de Imunização (PEI) aos novos prefeitos eleitos no estado. O plano de vacinação do governo de São Paulo utiliza apenas as doses da CoronaVac.

A primeira fase do PEI, entre 25 de janeiro e 22 de março, contempla a vacinação de 9 milhões de pessoas no estado. Além dos idosos acima de 60 anos, também estão incluídos nesse primeiro momento indígenas, quilombolas e profissionais da saúde.

Porém, não apenas o governo paulista fará uso da CoronaVac. O Ministério da Saúde também fechou um acordo para a compra de 100 milhões de doses do imunizante. A CoronaVac custará cerca de US$ 10 por dose, demandando duas doses para cada pessoa a ser vacinada.

Além do Brasil, a CoronaVac está sendo testada em outros países, como Chile, China, Indonésia e Turquia. A China aprovou o uso emergencial do imunizante ainda em agosto de 2020.

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