Cofre de porquinho usando uma máscara branca

SÃO PAULO – Em um ano marcado por uma série de auxílios econômicos para minimizar os impactos da pandemia de coronavírus, a caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 166,3 bilhões no acumulado de 2020 – recorde de toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 1995.

De acordo com os dados divulgados pela autoridade monetária nesta quinta-feira (7), o resultado é fruto de depósitos da ordem de R$ 3,13 trilhões, e de retiradas de R$ 2,97 trilhões.

Em dezembro, a poupança registrou o décimo mês seguido de entradas, com captação líquida de R$ 20,6 bilhões. Fruto de depósitos de R$ 339,9 bilhões e de resgates de R$ 319, 3 bilhões, o montante também é o maior para o período de toda a série do BC.

Com o desempenho do mês passado, o saldo total aplicado na caderneta de poupança soma agora R$ 1,035 trilhão.

Baixa rentabilidade

Apesar do ano recorde em captações para a caderneta, o retorno oferecido pela aplicação está cada vez menor diante dos juros baixos.

Isso porque, com a taxa Selic a 2% ao ano, a poupança rende apenas 1,4%, perdendo para demais aplicações financeiras e, inclusive, para a inflação.

Em dezembro, a poupança rendeu 0,12%, ante variação de 0,16% do CDI, o principal referencial das aplicações de renda fixa. Já em 2020, o retorno da caderneta chegou a 2,11%, ante 2,76% do CDI.

Com relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumulou alta de 3,13% em 2020 até novembro e caminha para superar a rentabilidade da poupança.

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