Até as 11h, duas pessoas haviam sido presas, segundo a polícia. Grupo investigado é suspeito de movimentar R$ 2 milhões em três dias. Polícia investiga esquema de lavagem de dinheiro no RS
Divulgação / Polícia Civil
A Polícia Civil faz, na manhã desta quarta-feira (2), uma operação de combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul. Estão sendo cumpridas 97 ordens judiciais em Porto Alegre, Canoas, Sapucaia do Sul, Montenegro, Esteio, Imbé, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Até a atualização desta reportagem, a polícia já havia bloqueado R$ 9 milhões, sequestrado 17 imóveis, 8 veículos e apreendido R$ 30 mil, além de uma arma de fogo, documentos e computadores.
De acordo com a polícia, as investigações iniciaram em maio, quando dois homens foram presos em flagrante no município de Sapucaia do Sul pelos crimes de tráfico de entorpecentes e porte ilegal de arma de fogo.
Com os suspeitos, além da materialidade do crime, foram apreendidos telefones celulares, documentos e diversos comprovantes de depósitos bancários.
Desta forma, a investigação conseguiu apontar um esquema de ocultação e mascaramento de bens e valores, oriundos do tráfico ilícito de entorpecentes. Foi possível apurar que havia um forte esquema de remessa de dinheiro proveniente do tráfico a diversas contas bancárias de ‘laranjas’.
Além disso, diversas empresas de fachada foram criadas para auxiliar no esquema de lavagem de dinheiro.
Em apenas três dias, a polícia verificou movimentações financeiras superiores a R$ 2 milhões.
A investigação também apurou que algumas empresas que recebiam valores eram sediadas em cidades limítrofes com o Paraguai, no estado de Mato Grosso.
Esses recursos eram transferidos ao local para subsidiarem a compra de mais entorpecentes vindos do país vizinho, que entrariam via fronteira e serviriam como novo abastecimento, para a sequência do esquema criminoso.
Além da movimentação financeira, o grupo utilizava dezenas de imóveis e veículos como forma de transformar o patrimônio obtido por meio do tráfico de drogas e dar a ele aparência lícita.
“O novo modelo de enfrentamento da Polícia Civil frente ao crime organizado busca a descapitalização das organizações criminosas, o que gera seu enfraquecimento, uma vez que os recursos ilícitos que movimentam as atividades delituosas são alcançados e revestidos em prol do Estado”, explica o delegado Gabriel Borges.
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