Investigação também aguarda laudos do Instituto Geral de Perícias, que não devem ficar prontos antes de sexta-feira (4). João Alberto Freitas, 40 anos, foi espancado e morto no estacionamento do supermercado Carrefour no dia 19 de novembro. Polícia aguarda laudo de morte de João Alberto para decidir indiciamento
A Polícia Civil terminou na terça-feira (1º) a fase de depoimentos de testemunhas do caso João Alberto. O homem foi espancado e morto por dois seguranças do supermercado Carrefour no último dia 19.
Ainda estão sendo analisadas imagens de câmeras de segurança do local onde ocorreu o crime para tentar descobrir a motivação. Com isso, a polícia pretende determinar se houve crime racial.
“Nós buscamos aqui é identificar a motivação do crime, se é racial ou não. Isto está enquadrado dentro do homicídio”, diz a delegada Vanessa Pitrez.
De acordo com a polícia, 39 pessoas foram ouvidas, entre clientes, funcionários do mercado e da empresa de segurança Vector.
Além dos três presos, os dois seguranças e a agente de fiscalização Adriana Alves Dutra, a delegada responsável Roberta Bertoldo acredita que mais pessoas devem ser responsabilizadas pelo crime, inclusive respondendo como coautoras.
A investigação trabalha na elaboração do relatório para concluir o inquérito policial. A conclusão ainda depende dos laudos periciais. Conforme o Instituto Geral de Perícias (IGP), eles não devem ser entregues antes de sexta-feira (4).
“Analisaremos a partir de agora todas as figuras típicas que podem ser objeto de indiciamento. Precisamos adequar condutas aos verbos dos crimes. Esta é uma tarefa bem técnica”, destaca a delegada Roberta.
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O que já sabemos sobre o caso João Alberto
Mais imagens analisadas
A polícia está analisando mais imagens de câmeras de segurança do supermercado Carrefour, inclusive em dias anteriores ao crime.
“Tivemos a inquirição de inúmeras pessoas. Testemunhas de parte da empresa, tanto de pessoas que tiveram no local na data e em outras datas. E que referiram que a vítima era alguém que, por vezes, costumava causar algumas intercorrências no mercado, importunando algumas pessoas que lá estavam”, diz.
A polícia não detalhou quais teriam sido os comportamento de João Alberto, apenas relatou “abordagem” e “perturbação a clientes”.
Relembre o caso
Homem morre após ser espancado na porta de supermercado em Porto Alegre
João Alberto foi espancado e morto por dois homens brancos em um supermercado Carrefour em Porto Alegre, na noite desta quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra.
O espancamento de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi filmado por testemunhas (veja vídeo acima; as imagens são fortes).
Os dois suspeitos tiveram prisão preventiva decretada. O policial militar Giovani Gaspar da Silva, de 24 anos, foi levado para um presídio militar. Magno Braz Borges, de 30 anos, segurança da loja, está em um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado.
De acordo com a polícia, João Alberto foi levado da área de caixas para a entrada da loja e teria iniciado a briga após dar um soco no PM. Na sequência, ele foi surrado.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tentou reanimar o homem depois que ele foi espancado, mas ele morreu no local. Ainda não se sabe qual foi a causa da morte, mas uma análise preliminar da perícia indica que pode ter sido asfixia.
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