Na manhã desta quarta-feira (25) foi deflagrada a Operação Black Dolphin, uma operação integrada das Polícias Civis de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O objetivo da operação é combater crimes sexuais infantojuvenis, tanto no meio virtual, quanto fora dele.

A Operação Black Dolphin começou com uma investigação pela Polícia Civil de SP em 2018, em que após constante monitoramento, um alvo de pedofilia fora identificado e descobriu-se um plano onde ele pretendia vender sua sobrinha para predadores sexuais na Rússia. O plano dele era levá-la à Disney da Europa e cambiá-la para os predadores na Rússia, alegando que ela teria desaparecido no parque.

A partir dessa investigação, se desenvolveram trabalhos de monitoramento, inclusive na Deep Web, revelando uma rede de predadores sexuais, principalmente infantojuvenis, que produzem, vendem e compram vídeos de crianças em situações de vulnerabilidade sexual. Também há indícios de sequestro e tráfico de crianças e jovens para fins de exploração sexual.

Por meio da Polícia Civil de SP foi realizado o levantamento de aproximadamente 220 alvos espalhados em todo Estado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No RS, mais de 50 policiais civis, com o apoio de peritos do IGP (Instituto Geral de Perícia), cumprem nove mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Porto Alegre, Gravataí, Pelotas, Rio Grande, Santa Rosa, Três de Maio, Frederico Westphalen, Soledade e Carazinho.

Os alvos das operações são suspeitos de produzir, divulgar, publicar, compartilhar, armazenar, compartilhar e até mesmo comercializar fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito ou cunho pornográfico, inclusive estupros e abusos. Durante as buscas os policiais procuram arquivos digitais (fotos, vídeos, etc) que contenham cenas de abuso sexual infantil.

Black Dolphin é o apelido de uma penitenciária na Rússia, considerada como uma das penitenciárias mais seguras e temidas do mundo. Na frente do prédio há uma estátua de um golfinho preto, construída pelos internos. Os indivíduos investigados, no ambiente obscuro e sombrio da Deep Web, chegavam a comentar que somente a Black Dolphin seria capaz de detê-los, menosprezando o trabalho da polícia.