A Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) emitiu a Licença de Operação para a PCH (pequena central hidrelétrica) Forquilha IV. O documento autoriza o início da atividade no rio Forquilha, prevendo a geração de 13 megawatts (MW) de energia.

Localizada nos municípios de Machadinho e Maximiliano de Almeida, a hidrelétrica, de responsabilidade da Creral (Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento), recebeu investimento de R$ 75 milhões. Nos dois anos de construção e efetivação da PCH, cerca de cem empregos locais foram gerados. A partir de agora, a mão de obra será terceirizada pelas cooperativas regionais.

“O empreendimento vai ao encontro da política de diversificação da matriz elétrica gaúcha, principalmente por ser renovável. Atualmente, o RS conta com 80% de participação de renováveis para geração de energia e o número tende a aumentar”, ressalta Eberson Silveira, diretor do Departamento de Energia da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura.

A PCH irá lançar a energia para o SIN (Sistema Interligado Nacional), conectada por meio de uma subestação construída pela própria empresa no município de Maximiliano de Almeida, que foi doada à concessionária de energia local. Para os próximos anos, a Creral planeja investir em empreendimentos de energia em Ijuí e Ibiruba, garantindo maior eficiência energética na região.

O presidente da cooperativa, João Alderi do Prado, destaca o trabalho realizado pelos técnicos que analisaram o processo e a continuidade da análise durante a pandemia. “Mesmo adotando o modelo home office, o trabalho realizado pela Fepam não parou. Os técnicos realizaram todo acompanhamento, procurando soluções para que o processo não parasse”, acrescenta.

A autorização foi concedida em 18 de novembro. Neste ano, a Fepam já emitiu 24 documentos para PCHs e CGH (centrais geradoras hidrelétricas) entre LP (Licença Prévia), LI (Licença de Instalação) e LO (Licença de Operação).

“A Fepam tem atuado ativamente para que os processos não parem mesmo durante a pandemia, seguindo o objetivo de garantir desenvolvimento ao RS, sem descuidar da fundamental missão de proteger o meio ambiente”, afirma a presidente da Fundação, Marjorie Kauffmann.