A jornalista Clarissa Lima é a nova assessora de Diversidade da Sedac (Secretaria de Estado da Cultura). Clarissa, que atuava há dois anos na Assessoria de Comunicação da secretaria, assumiu oficialmente o posto na sexta-feira (20) de novembro, Dia da Consciência Negra.

Ela entra no lugar da também jornalista Carol Anchieta, que ficou no cargo até o fim de outubro e mudou-se recentemente para São Paulo. Clarissa começa os trabalhos na assessoria de Diversidade com muitas expectativas. “Na minha vida pessoal e profissional sempre me pautei por esse tema. Acredito que a realização de políticas públicas, por meio da cultura, é uma importante ferramenta de combate à discriminação. A arte tem o poder de congregar e sensibilizar pessoas de diferentes etnias, idades, gêneros e classes sociais”, pontua.

“A Clarissa assume em um momento extremamente importante, com a reabertura de espaços culturais depois de um longo período fechados. É uma jornalista negra engajada com ações sobre diversidade e que já conhece bem o funcionamento da Sedac. O trabalho que ela tem feito durante o seu período na secretaria, em especial com o I Festival Cinema Negro em Ação, mostra que o tema está em boas mãos”, aposta a secretária de Cultura, Beatriz Araujo.

Biografia

Clarissa Lima também é servidora de carreira do Estado desde 2014, quando ingressou na TVE-RS. Na emissora, atuou como repórter, sempre pautando temas relacionados à diversidade, principalmente ligados às questões raciais e de gênero. Em 2018, passou a trabalhar na Assessoria de Comunicação da Sedac, como repórter web, mas sempre apoiou e deu suporte nas ações da secretaria voltadas à negritude.

Nota de repúdio 

A Sedac emitiu nota, na sexta-feira, sobre o caso de João Alberto Silveira Freitas, que morreu após ser espancado por seguranças em um supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

“A secretaria de Estado da Cultura (Sedac) vem a público para dizer que repudia todo e qualquer ato de racismo. Lamentamos profundamente o fato ocorrido no Hiper Mercado Carrefour, em Porto Alegre, resultando na morte violenta de João Alberto Silveira Freitas, cidadão gaúcho negro.

Reconhecemos o racismo estrutural histórico tão nefasto para o desenvolvimento social e econômico de nosso país. Estamos fazendo nossa parte para mudar essa realidade, trabalhando para a implementação de políticas públicas, construindo ações afirmativas permanentes para a população negra gaúcha.

Não podemos nos conformar diante do racismo e de qualquer forma de discriminação.

Vidas Negras Importam!”